ESTILOS GROTESCOS

Depois de chamar em discurso sua colega petista Marta Suplicy de Márcia Suplicy – e isso ao ler agradecimentos, Dilma Rousseff afirmou, em entrevista a Antonio Leite, da rádio Planeta Diário, reproduzida em O Estado de S. Paulo, que o Brasil “está crescendo 11% […]. Nem na China, né. Ou seja, são níveis que você vê hoje na China. No final do ano vai ficar em torno de 6,5%, 7%”.

O crescimento do PIB no primeiro semestre, segundo o IBGE, foi de apenas 2,7%, sendo 6,5 ou 7% apenas uma projeção otimista para o fim do ano. Ou seja: a realidade é 2,7% enquanto se sonha  6,5 a 7%. Mas o real delirante de Dilma já se anuncia como 11%! Seu delírio de PIB  inclui uma nota esquizofrênica: “nem na China, ou seja, só na China”.

Dilma ainda afirmou: “Nós sabemos quem endividou (o país), vários governos sucessivos, inclusive o último governo.” Não, ela não se referia ao governo de Lula, mas ao de Fernando Henrique Cardoso, sob a gestão de quem “o Brasil estava em situação periclitante, situação de treme-treme […]. Estava funhanhado, tremelento, tremilicando.” Esse é o novo estilo de prosa, grotesca, que Dilma, sem o carisma de Lula, foi induzida a adotar…

Concluindo com chave de ouro, Dilma gabou-se, também à maneira de Lula: “Eu ajudei a fazer esse Brasil diferente junto com o presidente Lula. Eu participei deste processo e do governo e ajudei o presidente a coordenar os ministérios e os principais programas do governo. Me sinto extremamente preparada.”. Lula e Dilma jamais ouviram o ditado popular: “Elogio em boca própria é vitupério”. Mas devem ter ouvido outro: “A voz do povo é a voz de Deus”, pois eles se sentem, com a popularidade, seres superiores e divinos.

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LULA PROJETA IMAGEM RUIM DO BRASIL

 

Uma das conseqüências da catastrófica política externa brasileira é a de se tornar um dos alvos do humorismo internacional. Os famosos discursos improvisados de Lula na Presidência do Brasil podem efetivamente ser confundidos com quadros humorísticos dos programas de comédia chula da TV brasileira, tipo CQC, Comédia MTV e, sobretudo, Pânico na TV, o mais baixo, vulgar e preconceituoso de todos. O uso recorrente que Lula faz dos palavrões tornou-se quase uma marca registrada de seu personagem tosco, irritadiço, que adora berrar e fazer gracinhas para uma platéia assustada e submissa. Eis alguns exemplos:

MERDA

PORRA

VIADO

SIFU

Esse Presidente com traços de Jeca Tatu, alvo de tantas paródias nacionais, com sua língua presa, seu dedo cortado, sua megalomania, suas metáforas futebolísticas, seus discursos primários e de non sense, começou agora, graças à sua desastrosa política exterior, a levar o Brasil a ser ridicularizado como nunca antes na História do mundo pelos humoristas internacionais. Os brasileiros, que sempre criticaram os EUA e Israel, sem receber o troco, ao abraçar os inimigos desses países e interferir no andamento das questões da segurança mundial, causaram uma rachadura na tradição de nossas relações diplomáticas. O Brasil terá agora que arcar com as conseqüências pesadas dessas intervenções voluntaristas do globetrotter Lula, e se acostumar a ser um alvo legítimo da gozação.

Uma primeira sátira política internacional surgiu na websérie Isla Presidencial, produzida pelo site venezuelano El Chiguire Bipolar: nessa animação, presidentes latino-americanos (incluindo um Lula ébrio, sempre de copo na mão) zarpam até uma ilha paradisíaca, numa viagem de luxo que acaba em naufrágio, com os presidentes lutando pela sobrevivência:

Em Israel produziu-se, logo após o acordo Brasil-Turquia-Irã, uma paródia política ao estilo caricato de Planeta & Casseta e Zorra Total, pintando Lula com cores fortes, como um tipo atrevido, ignorante, intrometido, gabola, que se põe a tratar de assuntos que desconhece completamente, sempre muito seguro de si. De quebra, os humoristas menosprezam o Brasil como país sem importância de língua espanhola, confundindo samba com rumba, como nos velhos musicais americanos:

Mais sofisticados, os humoristas de South Park superaram em acidez o episódio polêmico da série Os Simpsons, em que o Rio de Janeiro aparecia como selva criminosa cheia de bandidos e macacos, atingindo no episódio de Brasília o cerne da Administração Lula. A tônica é colocada na corrupção, na desonestidade e na mentira, que passaram, desde o impune mensalão que não existiu, a caracterizar os brasileiros, que aprovam seu líder numa proporção de 83%. Em conversa telefônica com alienígenas, Lula tenta apaziguar os novos companheiros, em alusão à influência de poderes estranhos no Brasil, concretizada na aliança com o Irã:

É curioso observar como a Rede Globo anunciou a sátira de South Park como “um episódio sobre a perseguição a um alienígena”, omitindo descaradamente que o cartoon girava de modo explícito e reiterado sobre a corrupção e as mentiras de Lula:

Essa é uma das conseqüências lamentáveis do novo papel que o Brasil agora desempenha, como um elefante entrando num salão de cristal, no complexo tabuleiro de xadrez da política mundial. Não gostamos de reconhecer nossa face refletida de modo distorcido, e para nós sem graça, por esse humorismo estrangeiro. Mas quem sai na chuva quer subconscientemente se molhar. Devemos sempre pensar duas vezes na imagem que projetamos entre as vítimas de nossa política externa antes de meter o nariz aonde não somos chamados. Freud nisso tinha perfeita razão: expulso pela janela, o reprimido retorna pela porta da frente…